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Artemia salina não existe

05/07/2011 2 comentários

De acordo com a literatura especializada em sistemática a espécie Artemia salina deixou de existir, possivelmente há mais de 150 anos.

Descrito por Linnaeus, no ano de 1758, este crustáceo era abundante nas lagoas de Limington, na Inglaterra, no entanto, essas lagoas secaram no século XX e as populações que ali existiam utilizadas na sua descrição, foram totalmente extintas.

Em função deste fato ninguém pode afirmar que as artemias encontradas no mundo atualmente pertençam à mesma espécie daquela descrita por aquele naturalista sueco.

De acordo com a comunidade científica as espécies de Artemia conhecidas são sete:

  • Artemia salina: Lymington, England (extinta)
  • Artemia Tunisiana: Europa
  • Artemia franciscana: América (Norte, Central e do Sul)
  • Persimilis artemia: Argentina
  • Artemia urmiana: Irã
  • Artemia monica: Mono Lake, CA – E.U.A.
  • Artemia partenogenética: Europa Ásia e Oceania

No Brasil a espécie que existe e que utilizamos em nossos aquários é a Artemia franciscana oriunda, em sua maior parte, do estado do Rio Grande do Norte.

Atualmente, a maioria dos cistos de Artemia encontrada no mercado é proveniente do lago Great Salt Lake, estado de Utah, Estados Unidos.

As pesquisas relacionadas à utilização da Artemia para a aquicultura iniciaram-se na Bélgica, na “Ghent University”, no ano de 1970. No ano de 1978 foi criado pelo Dr. Patrick Sorgeloos a “Artemia Reference Center”, atualmente chamado de “laboratory of Aquaculture Artemia Reference Center”, sendo este o mais avançado centro de estudo do animal em questão.

Texto:
Wilson Vianna

Referências bibliográficas:

SORGELOOS, P. Life history of the brine shrimp Artemia, laboratory of aquaculture Artemia Reference Center, Bélgica, “Ghent University”, 2000. SORGELOOS, P.; LAVENS, P.; LÉ, P.; TACKAERT, W.; DANNY, V. Manual for the culture and use of brine shrimp Artemia, Ghent, Bélgica, 1986. VINATEA, J.E. Artemia um ser vivo excepcional , ed. Panorama da Aquicultura Ltda, Rio de Janeiro, revista Panorama da Aquicultura, vol.4, nº 25, p. 8,9. 1994.

Fonte:
Centro de Estudos de Aquariofilia
CEANews 009/2010

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Bio Encapsulamento de Spirulina em Nauplios de Artêmia

O bio encapsulamento de spirulina em nauplios de artêmia salina é um processo relativamente fácil e simples.

Quando a eclosão dos nauplios estiver completa, desligue a aeração por alguns segundo e coloque um pouco de spirulina em pó (uma ponta de palito de fósforo) dentro da garrafa de eclosão. Em seguida, coloque os nauplios sob aeração por mais uns 20 minutos.

Durante este tempo, os nauplios recém eclodidos, irão se alimentar da spirulina.

Após este processo, realize a coleta normalmente dos nauplios e sirva aos seus peixes.

Como resultado, você estará não apenas oferecendo simples nauplios, mas estará oferecendo nauplios enriquecidos com spirulina “embutida”!!!

PS: O mesmo processo de encapsulamento, pode ser feito utilizando-se outras substâncias como por exemplo remédios.

Bio – prefixal ou sufixal que entra em muitos termos, especialmente da linguagem científica, com o sentido de vida: biologia, micróbio. F. gr. Bios (vida).

Encapsulamento – Ação ou resultado de pôr em cápsula, de encapsular (encapsulamento de remédio).

Fonte: Lista de Discussão – Grupo Aq.O – Mensagem nº 98