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Meu peixe betta não está se alimentando

28/09/2011 14 comentários

Este é um comentário comum e típico de alguns iniciantes. Que o seu betta de uma hora para outra parou de se alimentar sem motivo aparente, não sabem os motivos e fora o medo de que o mesmo possa vir a morrer.

Algumas vezes ele simplesmente não para de comer mas simplesmente não se alimenta mais com tanta frequência ou já não se alimenta com tanta voracidade quanto antes.

Há diversos fatores que podem levar à lentidão e perda de apetite do seu peixinho betta ou até mesmo de outras espécies. A maioria deles são causados ​​por problemas com a qualidade da água ou temperatura, ou ambos. Para começar, sem mais informações sobre as condições do aquário, estas são as causas iniciais que podem ser apontadas.

Primeiro e mais importante, bettas precisam de água limpa livre de toxinas como amônia e nitrito que são produzidos a partir de resíduos de peixes e material em decomposição. Em um aquário pequeno, sem um filtro ou com um filtro novo, essas toxinas podem acumular rapidamente e precisam ser monitoradas e controladas.

Por agora, a melhor informação que deve-se aprender é sobre os parâmetros da água de seu aquário. Estes parâmetros incluem os níveis de amônia, os níveis de nitrito e nitrato, pH, kh e gh (KH e GH sendo menos importante) e temperatura. Você pode comprar esses kits de teste, em lojas de aquarismo, para ajudá-lo a determinar o problema.

Porém, lembrando que, você deve conhecer as necessidades básicas que o seu peixe necessita para ter uma boa saúde. Em se tratando do betta, sugiro que conheça um pouco mais sobre ele lendo o texto Betta Splendens além de outros excelentes textos sobre este peixe que você pode encontrar neste blog acessando a TAG Betta.

Outra causa da lentidão na alimentação é a temperatura da água. Bettas são peixes tropicais e realmente não se sentem bem em água muito fria. Eles precisam de um aquário mantido a uma temperatura estável de aproximadamente 27,5ºC.

Para estabilizar a temperatura será necessário antes de mais nada adquirir um bom termômetro próprio para aquários e daí verificar se o problema é o frio. Se necessário, sugiro o uso de um termostato.

Sem mais informações é realmente difícil de diagnosticar a razão do seu peixe não estar se alimentando bem, mas eu sugiro olhar mais cuidadosamente para sinais específicos em busca de alguma anormalidade ou doença. Estes podem incluir, tufos brancos sobre o corpo, nadadeiras ou na boca, barbatanas (cauda) se deteriorando, negras, vermelhidão sob as escamas, pequenas manchas brancas ou cor de ferrugem, ou feridas ou qualquer outra coisa atípica.

Algumas sugestões de coisas a serem observadas:

Há quanto tempo você tinha o betta? Se este já possuir uma idade mais avançada pode de fato começar a se alimentar menos e em menor frequência do que um betta jovem.

Qual é o nível de amônia e pH? Estes são fatores importantes a serem observados. Estes geralmente são grandes causadores de problemas tanto na alimentação como doenças em geral.

Qual é a temperatura da água? Temperaturas muito baixas influenciam bastante.

Há outros peixes no aquário? Se sim, algumas espécies podem não serem totalmente compatíveis para conviverem com bettas.

Quantas vezes você troca a água? Quanta água você substitui a cada troca? As trocas de água são importantes para eliminar problemas com amônia uma vez que restos de comida e/ou fezes são removidos.

Quanto de alimento você oferece ao seu peixe? Excessos de alimentos somente deterioram a qualidade da água e agravam problemas com os parâmetros da água.

Houve alguma mudança no tipo de alimento? Caso sim, pode ser que seu peixinho estranhe o novo tipo de alimento.

Sei que isso parece muito, mas o diagnóstico de um peixe é basicamente o mesmo que um animal de estimação humano ou outros. É necessário observar com calma todas as possibilidades.

Para finalizar sugiro pesquisar um pouco sobre seu peixinho, inclusive neste blog há muitas informações úteis, e com certeza você conseguirá encontrar as razões e/ou possíveis soluções. Boa sorte!

Precisando poderá também contar com uma lista de discussão sobre aquarismo, onde poderá trocar idéias ou tirar dúvidas com outras pessoas. Para participar desta lista de discussão acesse este link.

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Pistia stratiotes (alface d’água)

Nome popular: Alface d’água, Repolho d’água, Erva de Santa Luzia, Tropical duckweed (inglês), water lettuce (inglês), pistie (francês)
Nome científico: Pistia stratiotes
Família: Araceae (Aráceas)
Origem: Regiões de clima tropical
pH: 6,0 a 7,5 (prefere pH ácido)
Temperatura: 20 ~ 30°C
Posição: Flutuante
Tamanho: 2 ~ 15 cm
Iluminação: moderada a forte (0.7 a 1 watts/litro)
Substrato: Não é necessário
Cuidados: Fácil
Reprodução: Estolhos
Crescimento: Médio
CO²: Não
Suporta emersão: Não

Pistia-stratiotes

Pistia-stratiotes

Planta despoluidora, que cresce em ambientes aquáticos bem contaminados. Sua remoção periódica é necessária para que não sombreie completamente a água. Excelente planta para fontes, lagos e inclusive para aquários. Ideal para água rica em matéria orgânica, que é filtrada por suas raízes. As fina e longas raízes decorativas fornecem um bom esconderijo para peixes de superfície além de serem excelentes para o abrigo de alevinos sendo inclusive um ótimo berçário. Suas folhas são verdes-claras, com uma textura aveludada, muito ornamentais. Esta planta possui propriedades medicinais (mais informações aqui), sendo até mesmo considerada uma erva.

Pistia-stratiotes

Mais fotos: PicasaWeb

Donwload E-book Rainbowfishes

Rainbowfishes: Their Care and Keeping in Captivity por Adrian R. Tappin é uma excelente opção de e-book para download para aqueles que apreciam os Rainbowfishes ou simplesmente Peixe Arco-Íris.

E-book Rainbowfishes

Um ebook que detalha todos os aspectos de cuidados e manutenção desta espécie de água doce em cativeiro. O objetivo deste livro, segundo o autor é ser um guia completo e ilustrado para esta extraordinária espécie que é encontrada na Nova Guiné e Austrália.

Download: Rainbowfishes.pdf (PDF – 493 páginas – 53,2Mb)

Camarão trocando de casca

O camarão possui uma casca externa, e para que ele possa crescer é preciso trocar essa casca por outra maior.

 

Esta troca da casca chama-se “ecdise“. Em zoologia chama-se ecdise ou muda ao processo de mudança do exosqueleto nos animais que apresentam este modo de crescimento

Durante este processo, o camarão é mais suscetível ao estresse ambiental, ataque de predadores e doenças. Outro detalhe descrito nesta fase e bastante comum é uma pequena pausa na alimentação durante esta fase de troca.

Camarões menores trocam de casca com mais freqüência que os maiores.

Outro fato bastante comum é de observarmos o próprio camarão comer a casca após a troca. Veja vídeo abaixo.

 

Chama-se exosqueleto a cutícula resistente, mas flexível, que cobre o corpo de muitos animais e protistas, fornecendo proteção para os órgãos internos, suporte para os músculos e evita também a perda de água.

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Diagrama de doenças dos peixes

Excelente diagrama de doenças dos peixes elaborado pela Alcon. Nele você pode conferir o tratamento para uma série de doenças de peixes ornamentais. Avaliando os sintomas, descubra o que há de errado com seus peixes.

Decifrando o fenótipo do Guppy Galaxy

Informações muito úteis para criadores de guppies.

Como montar seu aquário

Uma breve descrição dos primeiros passos para você montar seu primeiro aquário de água doce e obter sucesso com o seu mais novo hobby.

Instalação

Escolha um local liso, plano, em nível e longe dos raios diretos do sol. Evite áreas com muita trepidação. Observe a sustentação do aquário (móveis) e a condição do piso, principalmente se o aquário for de grandes dimensões.

Montagem

Lave todos os acessórios com água corrente (nunca use sabão) antes de introduzi-los no aquário. Monte o sistema de filtragem. Não se esqueça de usar um anti-cloro sempre que introduzir água no aquário, pois o cloro queima as guelras e mata os peixes em minutos.

Sistema de filtragem

Escolha o sistema de filtragem levando em consideração o tipo de aquário, número e espécies de peixes e a disponibilidade de tempo para manutenção. Um bom sistema de filtragem que efetue filtragem biológica, química e mecânica deve ser escolhido. Todo aquário recém montado, deverá antes da introdução de qualquer peixe, passar por um período de estabilização mais conhecido por ciclagem.

Aeração

É a penetração de ar no aquário através de pequeninas borbulhas saídas de uma pedra porosa ou de tubos perfurados ligados a uma pequena bomba de ar (compressor). Esse processo mecânico e artificial propicia uma série de vantagens: provoca o aumento da taxa de oxigênio; expulsa para a superfície gases mais pesados como o CO2; uniformiza a temperatura através do movimento da água, evitando zonas mais frias no fundo e zonas mais quentes junto à superfície, permitindo também a circulação por todo o aquário dos nutrientes à vida das plantas aquáticas.

Plantas

A escolha de plantas deve ser feita com bastante cuidado. Cada planta possui necessidades específicas como: temperatura, fertilização e uso de substrato fértil, CO2, iluminação.

Decoração

Cuidado com objetos pontiagudos, pois estes poderão ser fontes de problemas ao machucar os seus peixes. Pedras, troncos, cascalhos, areia, plantas artificiais e outros objetos de decoração devem ser bem escolhidos de acordo com os peixes que irão habitar seu aquário.

pH

Devemos efetuar medições periódicas do pH usando teste próprio, para que possamos manter o padrão da água o mais próximo do habitat natural, e sem variações significativas, pois o acúmulo de restos orgânicos (fezes e alimentos por exemplo) favorecem a diminuição do pH, e determinados acessórios (conchas, pedras, troncos, etc) podem alterar estes parametros. Caso necessite, corrija o pH com produtos próprios conhecidos como Alcalinizante e Acidificante.

Temperatura

Para aquários de água doce a temperatura média ideal varia entre 22 e 30ºC. Nunca devemos submeter os peixes a variações muito bruscas de temperatura, pois o “choque térmico” pode ser letal. É aconselhável colocar um termômetro no aquário para poder conferir a temperatura da água. Recomenda-se, caso necessário, o uso de um bom termostato para locais onde o frio seja intenso.

Iluminação

A iluminação é um fator importante, não só pelo aspecto ornamental, como também para o desenvolvimento das plantas naturais. Calcula-se, aproximadamente, 1 watt para cada litro de água, sendo que devemos considerar a profundidade do aquário, o tipo de lâmpada e a distribuição da iluminação no aquário. Deve-se tomar o cuidado, pois alguns tipos de lâmpadas acabam aquecendo o aquário.

Alimentação

Alimentar em pequenas porções, o suficiente para que o alimento seja consumido em 5 minutos, 2 a 3 vezes ao dia. A importância da escolha de uma alimentação de boa qualidade, com alto nível protéico, é a de que a boa nutrição dificulta o aparecimento de doenças, mantendo boa a defesa imunológica dos peixes. Excessos de alimento não são recomendados, pois acabam somente poluindo o aquário.

Manutenção

Verifique com freqüência os materiais filtrantes do aquário, efetuando a troca e/ou limpeza necessária. Efetuar trocas regulares de parte da água, sifonando o fundo, auxilia na manutenção. Não se deve efetuar limpeza muito profunda no aquário e em especial no sistema de filtragem.

Medicamentos

O uso de medicamentos deve ser feito em aquário próprio, chamados de aquário hospital, observando as instruções do fabricante. Mantenha sempre o tratamento pelo período indicado. Neste tipo de aquário não deve ser utilizado o carvão ativo no sistema de filtragem, para que o mesmo não inative o medicamento. Na troca de água, reponha a quantidade de medicamento indicado na reposição de água.

A escolha dos peixes

A hora da escolha dos peixes é talvez a hora mais importante para o equilíbrio do nosso aquário, pois devemos ter o cuidado de introduzir peixes saudáveis e de comportamento compatível com os outros serem do aquário, Observe o comportamento do peixe na loja, a sua cor, o brilho, a integridade, o seu nado. Todo peixe que adquirimos, antes de introduzir o mesmo em nosso aquário junto aos que lá já habitam, deve passar um período sob observação em um aquário próprio chamado de “aquário de quarentena”.

Observações

Observar sempre o nado, comportamento geral e apetite dos peixes é o único modo de detectar o início de qualquer doença ou alteração fisiológica no peixe, alertando para a necessidade de verificar parâmetros de qualidade da água, tais como: pH, níveis de amônia e nitrito, temperatura, dureza; como o surgimento de alguma doença, necessitando o uso de medicamentos. Tenha em mente que um aquário é um meio em equilíbrio, e não devemos introduzir medicamentos nele, salvo em extremas necessidades, fazendo a aplicação de medicamentos em aquários próprios.

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