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Posts Tagged ‘killifish’

ALERTA: Killifish com risco de extinção

Duas espécies de peixes podem ser extintas se o Pontal da Barra for aterrado.

Killifish - Risco de Extinção

NÃO SEJA CONIVENTE COM ISSO, COMPARTILHE, UNIDOS TEMOS MAIS FORÇA!

Créditos: AquarioXPG Blog

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Direto do Twitter #009

A última postagem do ano com informações diretamente do twitter. Nesta você poderá conferir algumas coisas sobre killifish, plantas, guppies, CO2, aquário plantado, aquapaisagismo, etc. Além de uma série de excelentes dicas do Aquapaisagista Fabian Kussakawa.

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@iPesque (iPesque | A Pesca) Killifish-de-mangue. Peixe pode viver meses fora da água e não precisa de parceiro para a reprodução. ipesque.com.br

Killifish-de-mangue

Killifish é um peixe bem interessante pela sua própria natureza!

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@AquaQV (Quadro Vivo) #FVM Colando um Aquário (desde a preparação dos vidros até a colagem)… youtube.com

Excelentes vídeos. Vale a pena conferir!

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@xylema (Alex Ribeiro ✔) Artigo bem legal falando sobre o Drop Check e o CO2 no aquário.aquatic-art.blogspot.com

Drop Checker in Planted Aquarium

Texto bastante explicativo sobre o uso de drop checker!

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@adrianofpz (AdRiAnO) Dificuldades para plantar o Aquário ?, vejo o Vídeo, Dicas e Truques para o manejo de Plantas no Aquário , Tropica

 

Uma vídeo aula e tanto!

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@xylema (Alex Ribeiro ✔) Tanque particular de Takashi Amano bem de pertinho.

 

Dispensa comentários.

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@MichelBFP (Michel Bruno) Cultivo de peixes ornamentais em esgoto tratado vira alternativa para piscicultores… ceara.gov.br

Cultivo de peixes ornamentais em esgoto tratado vira alternativa para piscicultores

Sempre existe uma maneira de unir o útil ao agradável.

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@AquaQV (Quadro Vivo) Belos Guppies…

 

Lindos!

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@LeandroIFPR (Leandro A. Pereira) Boa Foto da Larva de Killifish tirada pelos estagiários @douglasmanasses @MayvillisP e @Tabitha_Marques

Larva de Killifish

 

Sensacional!

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@adrianomontoro (Adriano Montoro) Essa é pra todos os aquapaisagistas! A melhor raiz que eu conheço até agora pra aquapaisagismo é a de “Sansão do Campo”. Cerca viva.

Excelente dica a do Adriano!

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@fabianpk (Fabian Kussakawa) Conselho do dia…só podando muito que se tem folhas pequenas no seu plantado

Está esperando o que para começar a podar depois dessa dica?

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@fabianpk (Fabian Kussakawa) Conselho do dia…utilize musgos em areas para dar o contraste necessario…mas cuidado para não deixar cobrir o hardscape

Mais uma excelente dica do Fabian.

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@fabianpk (Fabian Kussakawa) Conselho do dia: O posicionamento do hardscape se deve a muito estudo.Então monte e remonte, e observe por alguns dias antes de plantar nele

Estudo e observação farão a diferença.

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@fabianpk (Fabian Kussakawa) Conselho do dia: estudar paisagens e layouts consagrados ajudam muito na aplicação de um novo hardscape. Mas não tenha medo de inovar!

Sem dúvida!

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Em 2012 tem mais. Até lá e bom ano novo!

8º Encontro UBK será transmitido via UStream

Conforme notícia publicada esta madrugada no twitter pelo Fabio Burgarelli, o 8º Encontro UBK – União Brasileira de Killifilia será transmitido via UStream.

O encontro acontecerá hoje (19/Nov/2011) e começará por volta das 13h00.

O link para você acompanhar a transmissão é ustream.tv/channel/ubk—união-brasileira-de-killifilia, ou então você poderá inclusive acompanhar a transmissão por intermédio deste post. Vide abaixo:

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Palestra em áudio sobre Killifish do Sr. Julio Ghisolfi

Palestra em áudio, ocorrida em 2007 em uma conferência sobre aquarismo do fórum IPAq

Julio_Bizolfi_Killifishes.mp3
Player Online:


 

Download: Julio_Bizolfi_Killifishes.mp3 (MP3 – 2,50Mb – 19m26s)

Fonte: Twitter @flburgarelli (Fabio Burgarelli) / ReefForum

No ReefForum existem outros links de arquivos em áudio de palestras sobre aquarismo marinho ocorridas durante a conferencia.

Direto do Twitter #004

Quarta edição contendo postagens com informações diretamente do twitter especialmente selecionadas.

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@flburgarelli (Fabio Burgarelli) Querem ver fotos de peixes….Mas foto de verdade? apk.pt/forum/index.ph… isso é sério…Hristo Hristov é um mestre. apk.pt

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Fotos de Killis de tirar o fôlego!

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@FuriousFishBcn (FuriousFish) El video del acuario de Furious Fish. Espero os guste!!

Lindo aquário marinho

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@aquafloripa (Marcos Aquafloripa) ::: AquaFloripa :::: IAPLC 2011 – Fotos dos 27 primeiros colocados em HD bit.ly/nKqDf3

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Fica até difícil escolher o mais bonito!

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@BettaBrasil (Betta Brasil WebSite) Você sabe como lidar com o “Descarte técnico de peixes ornamentais”? Então leia este artigo: bit.ly/nDxmD0

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Assunto complicado, mas necessário.

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@Aquariofilo (Aquascaping) For followers. The #Art of the Planted #Aquarium #Hannover 2011 by Argus Akwarystyka

Show. Um espetáculo de aquários.

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Boletín Acuario Rosa 1

Conheça o 1º Boletim do Acuario Rosa. O boletim é em idioma espanhol e com rico material valendo a sua leitura.

Confira o conteúdo desta edição:

  • Entrevista a Dave Chow
    Vencedor do AGA 2007/2008 e IAPLC 2007
  • Crustáceos para principiantes
    Por que manter peixes quando você pode escolher crustáceos? Camarões, caranguejos e lagostas de água doce estão ganhando uma maior presença nos nossos aquários
  • Guía de iniciación a los killis
    Guia de primeiros passos com o killifish
  • Guía básica de plantado
    Truques e técnicas para plantar, podar e cortar corretamente qualquer tipo de planta aquática
  • Peces VS Gambas
    Alguns gostam de peixes, outros preferem invertebrados e há outros que gostam de misturar um pouco de tudo
  • CO2 Casero
    Um método de fazer CO2 por levedura, mas com a diferença que isso é feito com xarope, em vez da mistura tradicional
  • Offtopic
    Contos de terror para os aquaristas

 

 

Você também poderá conferir o mesmo boletim no website Issuu.

Killifish em seu habitat natural

Conheça um pouco mais sobre killifish em um vídeo onde é possível observar a vida destes em seu habitat natural.

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Milhões de anos pelo brejo

Numa minúscula poça d’água, pode estar escondida uma história de evolução animal que faria Darwin ficar de queixo caído. Basta que ali dentro esteja um peixinho da família Rivulidae.

Acontece assim: lá está a poça, e dentro dela peixinhos coloridos. Em alguns meses, a água seca e os peixes morrem. No ano que vem, volta a chover, volta a existir a mesma poça. E voltam os mesmos peixes. Quer dizer, não os mesmos, mas os descendentes daqueles, que ficaram reservados em ovos na terra, como sementes, durante todo o período seco. Quando chove, eles eclodem. E recomeça o ciclo. Por terem uma existência assim intermitente, são chamados de peixes anuais.

Sua história de sucesso biológico remonta a mais de 120 milhões de anos atrás, quando África e América do Sul eram um só continente. Sucessivas mudanças ambientais provocaram no grupo ancestral uma excepcional capacidade adaptativa a situações adversas. As elevações e retrações do nível dos oceanos, o surgimento de novas vegetações e formações geológicas e a mudança no curso dos rios “ensinaram” aos seus genes que não é prudente contar com água permanente.

Além dos ovos-sementes à prova de seca, eles se especializaram em técnicas reprodutivas sofisticadas. Assim se desenvolveram as famílias Rivulidae (na América do Sul, principalmente Brasil) e Nothobranchidae (na África), as únicas duas linhagens existentes dos incríveis peixes anuais.

Bem-sucedidos na odisséia evolutiva que garantiu seu lugar na Terra, no último século os peixes anuais descobriram o que é perigo pra valer. Nestes tempos de aterros, dragagens, desmatamento, barragens, asfaltamento e transposição, está cada vez mais complicado depender de uma pobre lagoa ou brejo sazonal. Num piscar de olhos, vem a obra humana e vão pelo ralo milhões de anos de história natural. Muitas vezes, antes mesmo que a ciência tome ciência do fato.

Mas ela, a ciência, que sempre discriminou aqueles “peixinhos de aquário” como tema menor, agora acertou o passo. Nos últimos anos, não pára de desvendar novas espécies e propor novas teorias sobre eles. Se ocorresse aos peixes anuais agradecer por estarem finalmente saindo do anonimato, seria fácil escolher seu herói. Ele é o professor Wilson José Eduardo Moreira da Costa (foto), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). De 1998 a 2004, ele vasculhou margens de rio, várzeas e áreas alagadiças de todos os estados brasileiros para realizar a primeira sistematização das espécies de rivulídeos conhecidas por estas bandas.

Além de descobrir peixes nunca vistos antes, reencontrou animais que tinham sido coletados pela última vez há quase um século e refez os estudos de várias espécies, muitas vezes alterando seu lugar na cadeia evolutiva, outras vezes inaugurando, ele mesmo, novos gêneros de Rivulidae. Resultado: das 107 espécies de peixes anuais identificadas no Brasil até o momento, 69 vieram a público por obra e graça do professor Costa.

Dizer “até o momento” é necessário porque nem ele próprio sabe afirmar, com precisão, quantas espécies já foram descobertas. Tem peixe recolhido em 1999 que até hoje espera que Wilson tenha tempo de esmiuçá-lo, nos mais de 500 caracteres diferentes necessários à validação científica das espécies. Todos os dias chegam-lhe mais remessas de coletas feitas por outros pesquisadores e aquariófilos, vindas de todas regiões e até de outros países. Num fim-de-semana trabalhando em casa, foi flagrado com um lote de 300 vidrinhos com peixes para analisar. Por que não contrata alguém ou recruta um estagiário para ajudá-lo? “Não me contento que outra pessoa meça os peixes. Faço questão de fazer tudo sozinho. Desenhar, fotografar, ir às últimas conseqüências”, explica o metódico ictiólogo.

Quando não está caçando poças Brasil afora, o maior especialista do mundo em peixes anuais esconde-se em uma pequena saleta de um reduzido laboratório numa das últimas portas de um corredor de subsolo da UFRJ. Em volta dele, uma “ictioteca” com mais de 6 mil peixes conservados em álcool. Cabelos longos presos em rabo de cavalo, com a serenidade arquetípica dos sábios, daqueles que não gargalham mas estão sempre com um meio-sorriso satisfeito nos lábios, Wilson Costa resume sua sina: “Quem estuda peixes anuais não pode fazer outra coisa na vida”.

O que viu de tão especial naqueles bichinhos, para fazer deles sua razão de viver? Pra começar, são peixes. E peixe, para Wilson, sempre foi um capítulo à parte no mundo animal. Ele se lembra nitidamente de quando ganhou seu primeiro aquário, no aniversário de 3 anos. Também se lembra, é claro, da trágica experiência por que passa todo aquarista iniciante: o trauma do peixe morto. “Acordei cedo e encontrei o peixe boiando. Foi uma cena horrorosa, muito triste para mim”, relata, assumindo que as escolhas de vida “nunca são frias, têm elementos emocionais”.

Os anuais merecem do especialista uma distinção especial. Representam uma evolução no curso natural dos peixes. “Eles são observadores, nadam mais lentamente e usam as nadadeiras para se deslocar, o que não acontece nos grupos mais primitivos”, ensina. Mas o que têm de mais impressionante é o potencial reprodutivo, qualidade indispensável para animais que não têm tempo a perder. O mérito é dos machos, que desenvolveram variados padrões de cores, listras e pontos, além de vistosas nadadeiras, para atrair a atenção das fêmeas.

Além das estampas que fazem a alegria de aquariófilos, a ponto de seu comércio colocar algumas espécies sob ameaça, Costa estuda outras fantásticas estratégias de reprodução dos peixes anuais. Ele descobriu que alguns deles chegam a emitir sons. “Observando o comportamento desse gênero, ficamos intrigados pelo fato de o macho ficar parado, e a fêmea simplesmente vir”, conta. Até que perceberam que os peixinhos machos faziam pequenos movimentos com a cabeça, provocando estalos graças a uma modificação morfológica de seu esqueleto. Outros dois gêneros adaptaram-se para realizar fecundação interna, algo raríssimo entre os peixes. A nadadeira dos machos transformou-se em um órgão copulatório.

A história do conhecimento científico sobre os rivulídeos começou a mudar em 1982. Wilson Costa estava concluindo o curso de Biologia na UFRJ sem contar, entre seus mestres, com um especialista à altura para orientá-lo no estudo de peixes. Até então, ele explorava a ictiologia “intuitivamente”. Mas já devia impressionar os professores, ou não ganharia de presente, aos 23 anos, um laboratório na universidade, com direito a carro, motorista e estagiários. Estes, seus próprios colegas. Foi por essa época que soube que dois peixes anuais descritos na década de 40 haviam sido reencontrados na região dos Lagos, estado do Rio. Analisando as espécies com mais cuidado, descobriu que eram diferentes daquelas descritas anteriormente. Registrou as novas espécies e decidiu que seu negócio era ser sistemata, ou seja, classificar e ordenar os elementos da família que se abria diante de seus olhos com muito mais lacunas do que respostas. Apresentou seus primeiros estudos à USP, que o acolheu diretamente no doutorado.

Mas ele precisava mesmo era cair na estrada. Nas vezes em que o fez, na base da aventura, constatou o que sua intuição já lhe soprava: onde quer que haja poças intermitentes em condições adequadas, há peixes anuais a serem descobertos. Pediu à Fundação O Boticário de Proteção à Natureza que o ajudasse a rodar o país em busca deles. Por seu ineditismo, a proposta era irrecusável. O financiamento garantiu-lhe o básico para realizar o sonho: gasolina, estadias, alimentação e quatro auxiliares (dois biólogos e dois estagiários). Carros? Usariam particulares. E foram três, arriados nos 34 mil quilômetros percorridos entre 1998 e 2000. Regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste. Todos os estados. E mais Tocantins.

O resultado está publicado no livro Peixes Anuais Brasileiros: diversidade e conservação, lançado em 2002 pela Fundação. Como diz o título, além de destrinchar, um a um, os rivulídeos que habitam os ecossistemas alagadiços do Brasil, a pesquisa aponta o estado de conservação dos peixes anuais e as principais ameaças à sua preservação. Na região da Mata Atlântica estão os maiores riscos: desmatamento, drenagens e aterros. Na Caatinga, maior fonte de espécies novas, paira a ameaça da transposição do rio São Francisco. Se realizada, diz o autor, 11 das 17 espécies de peixes anuais da região podem desaparecer. No Cerrado, o avanço da soja não deixa rastro de natureza para trás. Vê lá se o progresso vai poupar míseras poças turvas. A febre das hidrelétricas é outro sintoma do mesmo mal.

Para acabar de mapear o Brasil, faltava a Amazônia. Mais um projeto com O Boticário, realizado entre 2002 e 2004. A região Norte não é pródiga em peixes anuais. Só se conhecia seis espécies por lá. Costa achou outras oito. Ainda assim, a pesquisa trouxe à ciência novas inquietações. A primeira é justamente explicar se existe alguma incapacidade do grupo de viver em áreas de mata densa. Em contraste, abriu-se o desafio de analisar as espécies não-anuais encontradas, que aparentemente estão se tornando tão especializadas quanto as anuais. Foram encontrados peixes “não-anuais” vivendo em poças de 3 centímetros, no espaço de água acumulada em uma folha. Se não são anuais, como sobrevivem ali? Não perguntem a mim, pois nem Wilson Costa sabe a resposta. “Os limites entre anualismo e não-anualismo se tornaram quase completamente indefinidos”, escreveu no relatório do projeto.

Para a Fundação, a parceria com Costa rendeu outro motivo de orgulho. Ganharam um mascote. É o peixinho Aphyolebias boticarioi, primeiro rivulídeo encontrado no Acre, às margens do rio Purus, e recém-acolhido pela ciência. Costa conta com orgulho de Indiana Jones como teve que enfrentar uma picada de floresta cerrada atrás de um mateiro para chegar a uma lagoa de água cristalina. Em frente a ela, copulavam duas jararacas, bloqueando o acesso à água e fazendo recuar até o caboclo que os conduzira, quanto mais os estagiários. Mas não ele. “Entrei pela fissura”. E foi logo recompensado, na primeira passagem de rede, com peixes da espécie desconhecida, cujo nome homenageia a Fundação.

Em troca, a parceria também significou para Wilson Costa algo mais do que o impulso definitivo para suas pesquisas. “No projeto, eu deixei de ser só o sistemata. Passei a identificar a resposta social sobre o estado de conservação da natureza. Pude ver as diferenças regionais: quem agride no Sul é diferente de quem agride a Mata Atlântica. E comecei a pensar em políticas localizadas para cada tipo de ameaça”, analisa.

Ou seja, o ictiólogo virou conservacionista. Da espécie pessimista. “Parece que tudo isso é parte de um processo de modernização contra o qual a gente não pode fazer muita coisa”, lamenta-se. Se serve como consolo, convém lembrá-lo de que não se pode chamar de pouca coisa o que já fez até agora. Imagine o que ainda há de fazer.

Esta reportagem faz parte de um livro sobre os 15 anos da Fundação O Boticário de Proteção à Natureza.

Autor: Lorenzo Aldé

Créditos: Texto indicado por João Carlos; Republicação integral do original que consta no website O Eco, sob o mesmo título; Republicação autorizada por Gustavo Faleiros, via e-mail, em 20/Ago/2011.

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Espécies de Peixes Anuais Brasileiros – de S até T

Segue abaixo, uma lista de espécies de killies, de S até T em ordem alfabética, existentes atualmente no Brasil.

  • Simpsonichthys adornatus
  • Simpsonichthys alternatus
  • Simpsonichthys antenori
  • Simpsonichthys auratus
  • Simpsonichthys boitonei
  • Simpsonichthys bokermanni
  • Simpsonichthys brunoi
  • Simpsonichthys carlettoi
  • Simpsonichthys cholopteryx
  • Simpsonichthys constanciae
  • Simpsonichthys costai
  • Simpsonichthys delucai
  • Simpsonichthys fasciatus
  • Simpsonichthys flagellatus
  • Simpsonichthys flammeus
  • Simpsonichthys flavicaudatus
  • Simpsonichthys fulminantis
  • Simpsonichthys ghisolfii
  • Simpsonichthys gibberatus
  • Simpsonichthys hellneri
  • Simpsonichthys igneus
  • Simpsonichthys izecksohni
  • Simpsonichthys janaubensis
  • Simpsonichthys macaubensis
  • Simpsonichthys magnificus
  • Simpsonichthys marginatus
  • Simpsonichthys mediopapillatus
  • Simpsonichthys mutiradiatus
  • Simpsonichthys myersi
  • Simpsonichthys nielseni
  • Simpsonichthys nigromaculatus
  • Simpsonichthys notatus
  • Simpsonichthys ocellatus
  • Simpsonichthys parallelus (e.)
  • Simpsonichthys perpendicularis
  • Simpsonichthys picturatus
  • Simpsonichthys punctulatus
  • Simpsonichthys radiosus
  • Simpsonichthys reticulatus (b.)
  • Simpsonichthys rosaceus
  • Simpsonichthys rufus
  • Simpsonichthys santanae
  • Simpsonichthys semiocellatus
  • Simpsonichthys similis
  • Simpsonichthys stellatus
  • Simpsonichthys suzarti
  • Simpsonichthys trilineatus
  • Simpsonichthys virgulatus
  • Simpsonichthys zonatus
  • Stenolebias bellus
  • Stenolebias damascenoi
  • Trigonectes balzanii
  • Trigonectes macrophtalmus
  • Trigonectes rubromarginatus
  • Trigonectes strigabundus
  • Trigonects rubromarginatus

Créditos: João Carlos Gomes Wallwitz (biólogo, bancário aposentado, pós graduado em ictiologia e psicultura, possui mais de 50 anos de experiência em aquariofilia) via Lista de Discussão do Grupo de Aquarismo Ornamental.

Veja também:

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Espécies de Peixes Anuais Brasileiros – de N até R

Segue abaixo, uma lista de espécies de killies, de N até R em ordem alfabética, existentes atualmente no Brasil.

  • Nematolebias papilliferus
  • Nematolebias whitei
  • Neofundulus guaporensis
  • Neofundulus paraguayensis
  • Neofundulus parvipinnis
  • Pituna brevirostrata
  • Pituna compacta
  • Pituna obliquoseriata
  • Pituna poranga
  • Pituna schindleri
  • Pituna xiguensis
  • Plesiolebias altamira
  • Plesiolebias aruana
  • Plesiolebias canabravensis
  • Plesiolebias filamentosus
  • Plesiolebias fragilis
  • Plesolebias glaucopterus
  • Plesolebias lacerdai
  • Plesolebias xavantei
  • Prorivulus auriferus
  • Pterolebias bokermanni
  • Pterolebias longipinnis
  • Pterolebias phasianus
  • Rivulus amanapira
  • Rivulus apiamici
  • Rivulus argilae
  • Rivulus atratus
  • Rivulus auratus
  • Rivulus bahianus
  • Rivulus campelloi
  • Rivulus compactus
  • Rivulus compresus
  • Rivulus cyanopeterus
  • Rivulus dapazi
  • Rivulus decoratus
  • Rivulus depressus
  • Rivulus diaphus
  • Rivulus dibaphus
  • Rivulus egens
  • Rivulus elongatus
  • Rivulus geayi
  • Rivulus haraldsioli
  • Rivulus igneus
  • Rivulus iluminatus
  • Rivulus janeiroensis
  • Rivulus kaiapo
  • Rivulus kirovskyi
  • Rivulus lazzarotoi
  • Rivulus limoncochae
  • Rivulus litteratus
  • Rivulus luelingi
  • Rivulus micropus
  • Rivulus modestus
  • Rivulus nudiventris
  • Rivulus obscurus
  • Rivulus ornatus
  • Rivulus paracatuensis
  • Rivulus parnaibensis
  • Rivulus pictus
  • Rivulus pinima
  • Rivulus poeyi
  • Rivulus punctatus
  • Rivulus romeri
  • Rivulus rossoi
  • Rivulus rubrolineatus
  • Rivulus rutilicaudatus
  • Rivulus santensis
  • Rivulus scalaris
  • Rivulus simplicis
  • Rivulus strigatus
  • Rivulus uakti
  • Rivulus uatuman
  • Rivulus urophthalmus
  • Rivulus violaceus
  • Rivulus vittatus
  • Rivulus xanthonotus
  • Rivulus zygonectes

Créditos: João Carlos Gomes Wallwitz (biólogo, bancário aposentado, pós graduado em ictiologia e psicultura, possui mais de 50 anos de experiência em aquariofilia) via Lista de Discussão do Grupo de Aquarismo Ornamental.

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