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Archive for the ‘Textos’ Category

Camarão trocando de casca

O camarão possui uma casca externa, e para que ele possa crescer é preciso trocar essa casca por outra maior.

 

Esta troca da casca chama-se “ecdise“. Em zoologia chama-se ecdise ou muda ao processo de mudança do exosqueleto nos animais que apresentam este modo de crescimento

Durante este processo, o camarão é mais suscetível ao estresse ambiental, ataque de predadores e doenças. Outro detalhe descrito nesta fase e bastante comum é uma pequena pausa na alimentação durante esta fase de troca.

Camarões menores trocam de casca com mais freqüência que os maiores.

Outro fato bastante comum é de observarmos o próprio camarão comer a casca após a troca. Veja vídeo abaixo.

 

Chama-se exosqueleto a cutícula resistente, mas flexível, que cobre o corpo de muitos animais e protistas, fornecendo proteção para os órgãos internos, suporte para os músculos e evita também a perda de água.

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Diagrama de doenças dos peixes

Excelente diagrama de doenças dos peixes elaborado pela Alcon. Nele você pode conferir o tratamento para uma série de doenças de peixes ornamentais. Avaliando os sintomas, descubra o que há de errado com seus peixes.

Decifrando o fenótipo do Guppy Galaxy

Informações muito úteis para criadores de guppies.

Como montar seu aquário

Uma breve descrição dos primeiros passos para você montar seu primeiro aquário de água doce e obter sucesso com o seu mais novo hobby.

Instalação

Escolha um local liso, plano, em nível e longe dos raios diretos do sol. Evite áreas com muita trepidação. Observe a sustentação do aquário (móveis) e a condição do piso, principalmente se o aquário for de grandes dimensões.

Montagem

Lave todos os acessórios com água corrente (nunca use sabão) antes de introduzi-los no aquário. Monte o sistema de filtragem. Não se esqueça de usar um anti-cloro sempre que introduzir água no aquário, pois o cloro queima as guelras e mata os peixes em minutos.

Sistema de filtragem

Escolha o sistema de filtragem levando em consideração o tipo de aquário, número e espécies de peixes e a disponibilidade de tempo para manutenção. Um bom sistema de filtragem que efetue filtragem biológica, química e mecânica deve ser escolhido. Todo aquário recém montado, deverá antes da introdução de qualquer peixe, passar por um período de estabilização mais conhecido por ciclagem.

Aeração

É a penetração de ar no aquário através de pequeninas borbulhas saídas de uma pedra porosa ou de tubos perfurados ligados a uma pequena bomba de ar (compressor). Esse processo mecânico e artificial propicia uma série de vantagens: provoca o aumento da taxa de oxigênio; expulsa para a superfície gases mais pesados como o CO2; uniformiza a temperatura através do movimento da água, evitando zonas mais frias no fundo e zonas mais quentes junto à superfície, permitindo também a circulação por todo o aquário dos nutrientes à vida das plantas aquáticas.

Plantas

A escolha de plantas deve ser feita com bastante cuidado. Cada planta possui necessidades específicas como: temperatura, fertilização e uso de substrato fértil, CO2, iluminação.

Decoração

Cuidado com objetos pontiagudos, pois estes poderão ser fontes de problemas ao machucar os seus peixes. Pedras, troncos, cascalhos, areia, plantas artificiais e outros objetos de decoração devem ser bem escolhidos de acordo com os peixes que irão habitar seu aquário.

pH

Devemos efetuar medições periódicas do pH usando teste próprio, para que possamos manter o padrão da água o mais próximo do habitat natural, e sem variações significativas, pois o acúmulo de restos orgânicos (fezes e alimentos por exemplo) favorecem a diminuição do pH, e determinados acessórios (conchas, pedras, troncos, etc) podem alterar estes parametros. Caso necessite, corrija o pH com produtos próprios conhecidos como Alcalinizante e Acidificante.

Temperatura

Para aquários de água doce a temperatura média ideal varia entre 22 e 30ºC. Nunca devemos submeter os peixes a variações muito bruscas de temperatura, pois o “choque térmico” pode ser letal. É aconselhável colocar um termômetro no aquário para poder conferir a temperatura da água. Recomenda-se, caso necessário, o uso de um bom termostato para locais onde o frio seja intenso.

Iluminação

A iluminação é um fator importante, não só pelo aspecto ornamental, como também para o desenvolvimento das plantas naturais. Calcula-se, aproximadamente, 1 watt para cada litro de água, sendo que devemos considerar a profundidade do aquário, o tipo de lâmpada e a distribuição da iluminação no aquário. Deve-se tomar o cuidado, pois alguns tipos de lâmpadas acabam aquecendo o aquário.

Alimentação

Alimentar em pequenas porções, o suficiente para que o alimento seja consumido em 5 minutos, 2 a 3 vezes ao dia. A importância da escolha de uma alimentação de boa qualidade, com alto nível protéico, é a de que a boa nutrição dificulta o aparecimento de doenças, mantendo boa a defesa imunológica dos peixes. Excessos de alimento não são recomendados, pois acabam somente poluindo o aquário.

Manutenção

Verifique com freqüência os materiais filtrantes do aquário, efetuando a troca e/ou limpeza necessária. Efetuar trocas regulares de parte da água, sifonando o fundo, auxilia na manutenção. Não se deve efetuar limpeza muito profunda no aquário e em especial no sistema de filtragem.

Medicamentos

O uso de medicamentos deve ser feito em aquário próprio, chamados de aquário hospital, observando as instruções do fabricante. Mantenha sempre o tratamento pelo período indicado. Neste tipo de aquário não deve ser utilizado o carvão ativo no sistema de filtragem, para que o mesmo não inative o medicamento. Na troca de água, reponha a quantidade de medicamento indicado na reposição de água.

A escolha dos peixes

A hora da escolha dos peixes é talvez a hora mais importante para o equilíbrio do nosso aquário, pois devemos ter o cuidado de introduzir peixes saudáveis e de comportamento compatível com os outros serem do aquário, Observe o comportamento do peixe na loja, a sua cor, o brilho, a integridade, o seu nado. Todo peixe que adquirimos, antes de introduzir o mesmo em nosso aquário junto aos que lá já habitam, deve passar um período sob observação em um aquário próprio chamado de “aquário de quarentena”.

Observações

Observar sempre o nado, comportamento geral e apetite dos peixes é o único modo de detectar o início de qualquer doença ou alteração fisiológica no peixe, alertando para a necessidade de verificar parâmetros de qualidade da água, tais como: pH, níveis de amônia e nitrito, temperatura, dureza; como o surgimento de alguma doença, necessitando o uso de medicamentos. Tenha em mente que um aquário é um meio em equilíbrio, e não devemos introduzir medicamentos nele, salvo em extremas necessidades, fazendo a aplicação de medicamentos em aquários próprios.

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Posso usar água da torneira para o meu betta?

06/09/2011 1 comentário

Na minha opinião particular você deve sim utilizar água da torneira caso não possua nenhuma outra fonte natural. Entretanto sugiro que, conheça os parâmetros da água que você dispõe utilizando-se de testes tais como o teste de pH e cloro que você poderá adquirir em lojas de aquarismo. São testes baratos e relativamente simples de se usar. Além disso é muito importante você conhecer as exigências e características do seu peixinho. No post Betta splendens você poderá obter várias informações sobre o mesmo. Outra medida bastante importante é você adquirir um termômetro próprio para aquário.

Uma vez que você conheça as exigências do seu betta em relação aos parâmetros da água, em especial quanto ao pH e temperatura, assim como você conheça os parâmetros da água que você possui em suas torneiras deverá tomar o cuidado básico em relação ao cloro. Verifique se a água que você tem disponível possui cloro usando o teste próprio para isso, pois este pode causar a morte do seu peixinho.

Havendo a presença de cloro você deve usar um anti-cloro adquirido em lojas de aquarismo (siga as instruções do fabricante), ou deixar a água em repouso durante cerca de 24 horas em um vasilhame aberto para que o cloro evapore, ou então usar um Anti-cloro caseiro.

Há outras questões como por exemplo a questão do pH. Se este estiver muito fora da faixa de tolerância, deverá fazer o uso de outras fontes de água ou então usar recursos de correção. Veja mais em FVM/DIY – Alcalinizante Caseiro e FVM/DIY – Acidificante Caseiro. Embora muitos não recomendam efetuar este tipo de método.

Não se esqueça da atenção especial em relação a temperatura da água. Recomendo procurar sempre efetuar as trocas de água usando estas com temperaturas equivalentes.

Não recomendo de forma alguma a utilização de água mineral para aquários.

Adiante, seguem mais algumas sugestões de leituras:

 • Cuidados básicos com a água do seu Betta
 • Trocas de Água e Betteiras
 • Exercícios físicos para a saúde do seu betta

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Estimativa de vida de peixes ornamentais

A expectativa do tempo de vida de um peixe ornamental vai depender de vários fatores em relação à qualidade de vida do mesmo.

A qualidade da água, do alimento e vários outros fatores serão fundamentais para que o mesmo consiga atingir um bom tempo de vida.

Abaixo, você confere uma tabela com uma lista pequena de alguns peixes mais comuns de aquário.

vida-peixe.jpg

A tabela possui poucas espécies de peixes mas contem os peixes mais comuns como o peixe betta, guppy, espada, corydora, acará bandeira, acará disco, cascudo, killifish, etc. De certa forma é bastante genérica mas já nos permite ter uma idéia de quanto tempo vamos ter uma determinada espécie habitando nosso aquário.

Lembrando novamente que os valores da tabela acima são apenas uma média pois como já foi mencionado, o ciclo de vida de cada peixe vai depender bastante de várias detalhes. Há relatos de peixes que viveram mais do que o dobro do valor indicado como tempo médio.

Cuide bem do seu peixinho e com certeza a sua longevidade será aumentada bastante!

FVM/DIY – Acidificante Caseiro

03/09/2011 1 comentário

Segue uma receita de acidificante caseiro, retirado da obra “A Vida no Aquário”, de Gastão Botelho e Nilson Araújo:

“A maneira prática de se modificar o pH da água [...] é utilizar fosfato monossódico 1 cm3 em solução a 2%, que diminui o pH de um litro de água em 0,2 (dois décimos), por exemplo, para 7,5 a 7,3. Neste caso utiliza-se de preferência o bifosfato de sódio ou o ácido tânico. [...]” (Botelho, Gastão e Araújo, Nilson. A Vida no Aquário. Ed Nobel, 1983, 7ª Ed. Rio de Janeiro-RJ, p. 117).

Comentários:

1) 1 cm3 corresponde a 1 ml, que também corresponde a cerca de 20 gotas.

2) Uma solução a 2% é obtida misturando-se 2 gramas do sal em 100 ml de água (ou 20 gramas em 1 litro).

3) O autor nos dá a fórmula utilizando-se de fosfato monossódico, mas diz preferir usar o bifosfato de sódio ou o ácido tânico, sem esclarecer se a concentração (2%) é a mesma.

Créditos: Luiz Augusto

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