Diagrama de doenças dos peixes
Excelente diagrama de doenças dos peixes elaborado pela Alcon. Nele você pode conferir o tratamento para uma série de doenças de peixes ornamentais. Avaliando os sintomas, descubra o que há de errado com seus peixes.
Excelente diagrama de doenças dos peixes elaborado pela Alcon. Nele você pode conferir o tratamento para uma série de doenças de peixes ornamentais. Avaliando os sintomas, descubra o que há de errado com seus peixes.
ACIDOSE
Peixes apresentando natação com movimentos rápidos, podendo nadar em círculos. Movimentos operculares acelerados. Perda de escamas, erosão no epitélio branquial com hemorragia de brânquias; peixe ofegante na superfície da água, muco em excesso e inflamação da pele (aspecto leitoso). Procedimento: correção do pH de forma gradativa. Elevar o pH.
ALCALOSE
Brânquias hipocoradas (pálidas), erosões na pele; elevada produção de muco. Podem ocorrer necrose de nadadeiras e brânquias (post-mortem). Procedimento: corrigir o pH gradativamente. Diminuir o pH.
AMÔNIA
Dispnéia (dificuldade respiratória), nadadeiras extendidas; stress, espasmos, lesões nas brânquias com corrosão do epitélio branquial. Procedimentos: TPAs, redução da concentração de proteína na dieta dos peixes, aumento da aeração, acidificação da água.
CLORO
Perda da coloração, dificuldade respiratória em função da lesão que ocorre no epitélio branquial. A mortalidade varia com o grau de exposição. Procedimentos: Retirar o cloro ou o peixe colocando-o em uma água sem cloro. Dependo da concentração do cloro na água e no tempo de exposição, a intoxicação é irreversível e o resultado é a morte do peixe.
METAIS PESADOS
Cobre – Altamente tóxico quando o oxigênio dissolvido é baixo e em água mole. O peixe para de comer, fica desorientado, edemaciado, protusão de escamas. O peixe fica bem colorido antes de morrer.
Mercúrio – Edema, desorientação e morte rápida.
Zinco – Alta toxicidade em água mole porque em condições normais ele precipita com carbonato em água dura.
Todas as três causam a quebra da camada de muco e causam lesões no epitélio branquial.
NICOTINA
Rigidez do corpo e das nadeiras peitorais. Perda da cor, palidez. O peixe deita-se no fundo do aquário com espasmos musculares. A nicotina é rapidamente absorvida na água.
Criar peixes ornamentais e/ou manter peixes em nossos aquários parece ser tarefa relativamente fácil e sem nenhum segredo. É cuidar para manter o aquário sob todos os cuidados necessários e os peixes idem, alimentar bem os peixes, cuidar das plantas, manter alguma iluminação durante algumas horas do dia, fazer trocas de água e por aí vai. Mas e quando um daqueles lindos peixinhos aparecer com algum problema, com alguma comportamento diferente do normal, com a aparência diferente daquela que estamos acostumados?
E agora? O que será? Será apenas um pequeno machucado? Será apenas algum parasita? Será uma bactéria, fungo ou outra coisa?
É, pelo visto é aí que a maioria dos aquaristas começa a ter dúvidas e não faz a mínima ideia por onde começar a resolver. Ou então toma medidas completamente errôneas e acaba causando mais problemas ainda.
O propósito deste texto é orientar de forma genérica alguns pontos muito importantes na questão de administrar medicação em peixes ornamentais. Seguindo estas dicas, será mais fácil chegar a uma solução evitando administrar algum medicamento incorreto para o tipo de problema.
Então vamos direto para as dicas do que você deve ou não fazer em alguma eventual necessidade de problemas.
Avaliar os sintomas e depois medicar
Não fique medicando logo de imediato sem antes avaliar bem os sintomas para determinar o remédio correto. Aliás, medicar um peixe ornamental é a mesma coisa do que você tomar um remédio. Você tomaria um xarope de tosse se você tivesse uma dor de cabeça? Pois é. Com peixes não é nada diferente. Você acha correto aplicar um bactericida quando o problema é constipação intestinal?
Tratar a causa antes de tratar os sintomas
Não adianta apenas medicar o peixe. Afinal de contas isso representa apenas a metade da solução. É muito importante tomar as medidas necessárias para resolver a causa do problema. Grande parte das vezes, existem outros fatores que causaram o problema tais como algum fator estressante no ambiente como por exemplo relacionados à qualidade da água, outros peixes que possam estar doentes, alimentação inadequada ou deficiente entre outros. Portanto, identifique e corrija o problema.
Medicando peixes saudáveis
Peixes saudáveis não devem ser medicados, isso deveria ser uma regra importante a ser seguida. Novamente vou voltar a mesma questão: medicar um peixe é semelhante a medicar um ser humano. É correto um ser humano tomar remédio para pressão alta quando sua pressão sanguínea esta dentro dos valores considerados normais? Há um velho que diz “É melhor prevenir do que remediar” e não que é melhor medicar para prevenir!
Não misture medicamentos
Todo e qualquer medicamento pode causar interações medicamentosas, portanto assim como para nós humanos isso também é válido ao medicamentar peixes ornamentais. Sempre que ocorrer a necessidade de aplicar mais de um medicamento ao mesmo tempo, nunca o faça sem antes consultar as instruções de cada um. Jamais use medicamentos aleatórios e depois faça substituições esperando que um deles lhe trague um resultado positivo. Sempre que realmente houver a necessidade de substituir alguma medicação não se esqueça de limpar completamente o aquário hospital no intuito de remover toda medicação ali presente. Pesquise bem antes de iniciar alguma mudança na medicação para ter certeza que o benefício desta mudança seja positivo.
Veneno e remédio
Todo tratamento via medicação é um risco e não pense que ao medicar estará resolvendo o problema de saúde do seu peixinho. Uma medicação incorreta ou em dosagem incorreta poderá acarretar em estragos sérios aos órgãos internos, principalmente ao fígado e rins, em consequência do stress adicional que o peixe irá se submeter ao precisar metabolizar os produtos químicos do medicamento. Não há um remédio 100% seguro por isso é bom usar o bom senso e determinar se o risco vale a pena a recompensa. Lembre-se que a diferença entre o veneno e o remédio é a quantidade a ser aplicada.
Início e fim
É muito importante seguir o tratamento até o fim. Jamais interrompa este ao menor sinal de melhora. Alguns tipos de infecções bacterianas podem simplesmente se manter adormecidas dando todos os sinais de cura e depois ressurgir pior do que antes.
Aquários comunitários
Não se medica nenhum peixe em um aquário comunitário. Nunca. Jamais. Mesmo que o peixe apenas esteja demonstrando algum sinal de doenças, mesmo que ainda não haja necessidade de administrar medicação o mais sensato é remover este para um aquário próprio, ou seja, um aquário exclusivamente para observação e tratamento mais conhecido na aquariofilia como Aquário Hospital ou Aquário de Quarentena. A administração de medicamentos em um aquário comunitário poderá causar problemas aos peixes que lá se encontram saudáveis. O medicamento pode ser a solução para a saúde do seu peixe enquanto que é letal para outros habitantes do aquário como invertebrados e moluscos. É extremamente sensato observar bem o peixe antes de iniciar um tratamento a base de remédio.
Filtragem biológica
Se todo antibióticos e todo bactericida é desenvolvido para acabar com bactérias é certo que estes medicamentos também façam efeito sobre o filtro biológico do seu aquário. Sendo assim creio que não seja necessário reforçar a tese de que todo tratamento deve ocorrer em aquário próprio para esta finalidade e nunca dentro de um aquário estabilizado com filtros biológicos.