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Archive for the ‘Dicas’ Category

Coisas úteis para o aquarismo – Ventosas

Faz bastante tempo que publiquei sobre o uso de almotolias no aquarismo. Desta vez a dica é a do uso de ventosas. Simples, baratas e muito práticas para uma infinidade de aplicações no aquarismo.

Tudo começou quando adquiri alguns otocinclus (limpa vidro) para embeleza um aquário comunitário e também para eliminar algumas algas verdes que estavam se formando. Como é bom oferecer complemento vegetal na alimentação desta espécie tais como abobrinha, couve, pepino, etc. A dúvida era como oferecer estes alimentos. Jogar dentro do aquário igual ração não iria funcionar pois o alimento iria boiar. Aí que surgiu a idéia do uso de ventosas.

Adquiri em uma loja de produtos para artesanatos algumas ventosas como as da foto abaixo. Elas são extremamente baratas.

ventosa

Como estas ventosas possuem um furo que provavelmente será utilizado para fixar algum enfeite para que este possa ser pendurado em vidros ou outros ficou muito fácil. Bastou prender naquele furo um pedaço de palito de madeira (palito de fósforo por exemplo) para literalmente poder neste espetar os vegetais. Vide foto abaixo, onde uma rodela de abobrinha foi espetada.

ventosa com abobrinha

Como pode-se observar na foto seguinte, um otocinclus já tratou de procurar estacionar e se alimentar da abobrinha.

Otocinclus se alimentando de abobrinha

A idéia pode ser muito útil para uso em diversos casos. Uso este artifício com bastante freqüência para oferecer vegetais aos otocinclos, ampulárias, etc.

Dependendo do modelo da ventosa, esta pode servir para fixar termômetros, drop-checker fvm, mangueiras de CO2 caseiro, chocadeiras, etc. Lembro-me inclusive de já ter visto placas de fibra de coco serem fixadas nestas ventosas servindo de base para plantas suspensas dentro do aquário.

Folhetos explicativos da ADA sobre manutenção de aquários

Conforme a NEWS da ADA de 17/Nov/2011, estão disponíveis para download (gratuitamente) alguns folhetos explicativos para a manutenção de aquários.

Folhetos ADA

Sendo assim, aproveite para pegar seus folhetos, aprendendo assim algumas noções básicas para a montagem e manutenção do seu Nature Aquarium!

Downloads:

Guia Alcon – Lagos de Jardim

Confira um guia bem prático elaborado pela Alcon para você obter sucesso com o seu lago de jardim.

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Como montar seu aquário

Uma breve descrição dos primeiros passos para você montar seu primeiro aquário de água doce e obter sucesso com o seu mais novo hobby.

Instalação

Escolha um local liso, plano, em nível e longe dos raios diretos do sol. Evite áreas com muita trepidação. Observe a sustentação do aquário (móveis) e a condição do piso, principalmente se o aquário for de grandes dimensões.

Montagem

Lave todos os acessórios com água corrente (nunca use sabão) antes de introduzi-los no aquário. Monte o sistema de filtragem. Não se esqueça de usar um anti-cloro sempre que introduzir água no aquário, pois o cloro queima as guelras e mata os peixes em minutos.

Sistema de filtragem

Escolha o sistema de filtragem levando em consideração o tipo de aquário, número e espécies de peixes e a disponibilidade de tempo para manutenção. Um bom sistema de filtragem que efetue filtragem biológica, química e mecânica deve ser escolhido. Todo aquário recém montado, deverá antes da introdução de qualquer peixe, passar por um período de estabilização mais conhecido por ciclagem.

Aeração

É a penetração de ar no aquário através de pequeninas borbulhas saídas de uma pedra porosa ou de tubos perfurados ligados a uma pequena bomba de ar (compressor). Esse processo mecânico e artificial propicia uma série de vantagens: provoca o aumento da taxa de oxigênio; expulsa para a superfície gases mais pesados como o CO2; uniformiza a temperatura através do movimento da água, evitando zonas mais frias no fundo e zonas mais quentes junto à superfície, permitindo também a circulação por todo o aquário dos nutrientes à vida das plantas aquáticas.

Plantas

A escolha de plantas deve ser feita com bastante cuidado. Cada planta possui necessidades específicas como: temperatura, fertilização e uso de substrato fértil, CO2, iluminação.

Decoração

Cuidado com objetos pontiagudos, pois estes poderão ser fontes de problemas ao machucar os seus peixes. Pedras, troncos, cascalhos, areia, plantas artificiais e outros objetos de decoração devem ser bem escolhidos de acordo com os peixes que irão habitar seu aquário.

pH

Devemos efetuar medições periódicas do pH usando teste próprio, para que possamos manter o padrão da água o mais próximo do habitat natural, e sem variações significativas, pois o acúmulo de restos orgânicos (fezes e alimentos por exemplo) favorecem a diminuição do pH, e determinados acessórios (conchas, pedras, troncos, etc) podem alterar estes parametros. Caso necessite, corrija o pH com produtos próprios conhecidos como Alcalinizante e Acidificante.

Temperatura

Para aquários de água doce a temperatura média ideal varia entre 22 e 30ºC. Nunca devemos submeter os peixes a variações muito bruscas de temperatura, pois o “choque térmico” pode ser letal. É aconselhável colocar um termômetro no aquário para poder conferir a temperatura da água. Recomenda-se, caso necessário, o uso de um bom termostato para locais onde o frio seja intenso.

Iluminação

A iluminação é um fator importante, não só pelo aspecto ornamental, como também para o desenvolvimento das plantas naturais. Calcula-se, aproximadamente, 1 watt para cada litro de água, sendo que devemos considerar a profundidade do aquário, o tipo de lâmpada e a distribuição da iluminação no aquário. Deve-se tomar o cuidado, pois alguns tipos de lâmpadas acabam aquecendo o aquário.

Alimentação

Alimentar em pequenas porções, o suficiente para que o alimento seja consumido em 5 minutos, 2 a 3 vezes ao dia. A importância da escolha de uma alimentação de boa qualidade, com alto nível protéico, é a de que a boa nutrição dificulta o aparecimento de doenças, mantendo boa a defesa imunológica dos peixes. Excessos de alimento não são recomendados, pois acabam somente poluindo o aquário.

Manutenção

Verifique com freqüência os materiais filtrantes do aquário, efetuando a troca e/ou limpeza necessária. Efetuar trocas regulares de parte da água, sifonando o fundo, auxilia na manutenção. Não se deve efetuar limpeza muito profunda no aquário e em especial no sistema de filtragem.

Medicamentos

O uso de medicamentos deve ser feito em aquário próprio, chamados de aquário hospital, observando as instruções do fabricante. Mantenha sempre o tratamento pelo período indicado. Neste tipo de aquário não deve ser utilizado o carvão ativo no sistema de filtragem, para que o mesmo não inative o medicamento. Na troca de água, reponha a quantidade de medicamento indicado na reposição de água.

A escolha dos peixes

A hora da escolha dos peixes é talvez a hora mais importante para o equilíbrio do nosso aquário, pois devemos ter o cuidado de introduzir peixes saudáveis e de comportamento compatível com os outros serem do aquário, Observe o comportamento do peixe na loja, a sua cor, o brilho, a integridade, o seu nado. Todo peixe que adquirimos, antes de introduzir o mesmo em nosso aquário junto aos que lá já habitam, deve passar um período sob observação em um aquário próprio chamado de “aquário de quarentena”.

Observações

Observar sempre o nado, comportamento geral e apetite dos peixes é o único modo de detectar o início de qualquer doença ou alteração fisiológica no peixe, alertando para a necessidade de verificar parâmetros de qualidade da água, tais como: pH, níveis de amônia e nitrito, temperatura, dureza; como o surgimento de alguma doença, necessitando o uso de medicamentos. Tenha em mente que um aquário é um meio em equilíbrio, e não devemos introduzir medicamentos nele, salvo em extremas necessidades, fazendo a aplicação de medicamentos em aquários próprios.

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Trocas de Água e Betteiras

17/08/2011 2 comentários

Um dos problemas na reprodução de Betta splendens que sempre me incomodou foi observar um desenvolvimento pouco satisfatório, muitos dizem ser natural, mais acabava incomodando bastante quando olhava fotos de belos bettas com 3 meses de idade já fazendo ninho e com o triplo de tamanho dos meus.

Todo mundo fala em TPA, mais o risco mora justamente aí.

TPA (troca parcial de água) parece simples, mais não entendia mesmo fazendo isso de dois em dois dias meus bettas não se desenvolviam bem e sempre tinha bettas arriados no fundo da betteira, não aceitei e fui pesquisar pra ver onde estava meu erro.

Hoje posso afirmar que estou MUITO satisfeito com os RESULTADOS, bettas super-ativos, e deixei de usar remédios.

O erro é justamente na TPA o que acontece é que o resto de alimento juntamente com excremento dos bettas (fezes e urina) elevam o parâmetro AMÔNIA.

Esse problema tem duas situações:

AMÔNIA NÃO TÓXICA que incomoda o betta deixando ele arriado triste no fundo das betteiras, baixando sua imunidade que logo é atacado por doença, e a primeira que aparece é Oodiniun.

AMÔNIA TÓXICA que mata o peixe em poucas horas.

Pesquisando descobri o seguinte: pH acima do neutro (alcalino) a amônia nessa faixa de pH é TÓXICA e o pH abaixo do neutro (ácido) a amônia não é TÓXICA. Muitas das vezes o nível da amônia na betteira já esta presente, e incomodando o betta, ai pensava que trocando a água parcialmente eliminava a amônia, LEDO ENGANO, pois se você elevar o pH da água 1 ponto, você potencializa a amônia ao invés de eliminá-la, isso DE FATO acontecia comigo, ai alguém vem e fala, mais é sabido que tem que se medir o pH. Mesmo medindo nossos olhos as vezes falham, achando que as cores da tabela estão iguais, diferença de PONTO em pH creio que seja difícil perceber.

Resolvi mudar e me surpreendi, passei a fazer TTA (Troca Total de Água).

É impressionante a diferença de comportamento, de crescimento e principalmente de saúde. Lembrando que É NECESSÁRIO sempre verificar o pH na hora da troca, muito embora neste caso um erro de diferença pequena de pH não vai fazer o betta ficar triste.

O meu manejo agora é o seguinte, chego em casa depois do serviço, ofereço artêmia congelada (de boa procedência) em boa quantidade, deixo eles se fartarem por 40 minutos e depois troco a água TODA, dormem com água fresquinha limpinha e com ZERO DE AMÔNIA. Antes de ir trabalhar uma ração de leve, pra não sobrar.

Façam isso, façam esse teste e vejam o resultado. Hoje estou com bettas de menos de 3 meses já fazendo ninho e caçando briga com os mais velhos na betteira ao lado.

 

Créditos: Francisco Silveira Junior – Analista de Sistema, com Especialização em Banco de Dados, apaixonado por aquariofilia desde os 13 anos de idade, há dois anos como criador de Bettas ao lado de sua esposa Eliane – Psicóloga com Pós em Gestão de Pessoas, atualmente fazendo Betta-Terapia.

“Fazendo, errando, insistindo e mudando…”

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FVM/DIY – Melhorando a eclosão para cistos de baixa qualidade

Vou descrever uma boa dica pra melhorar a eclosão de cistos com baixa taxa de eclosão.

Certa vez, comprei um quilo de cisto, porém estes vieram com uma baixa taxa de eclosão, então o próprio fornecedor me ligou preocupado pois sabia que o lote que ele havia pego dos catadores era de qualidade baixa, assim ele me passou essa dica que já faço a mais de 6 meses sem problema algum, bastando seguir direitinho as instruções.

Material usado:

• Cisto de artemia;

• Uma pequena vasilha;

• Um coador (pode ser o mesmo que você usa para coletar nauplios eclodidos);

• Água corrente (pode ser da torneira mesmo);

• Água sanitária (a famosa K’BOA);

• Um Cronômetro.

Procedimentos:

Pegue a porção de cistos que você pretende usar, seja de qualquer medida, coloque dentro da vasilha, jogue um pouco de K’boa SUFICIENTE PRA COBRIR OS CISTOS, marque no cronômetro UM MINUTO.

ATENÇÃO 1 MINUTO MESMO, pode até ser menos, mais nunca mais que um minuto, quando der um minuto você joga tudo no coador e ligue a torneira deixando cair água a vontade, para retirar bem o cloro.

Pronto!

Agora você poderá preparar a água para eclodir estes cistos “semi-decapsulados” normalmente como você sempre o faz.

Esse processo é usado também para decapsular cistos de artêmia (cistos sem casca, prontos para serem servidor), mas como você não deixa passar muito tempo acaba apenas facilitando a eclosão ao fato de estar diminuindo a resistência da casca.

Estou ensinando o que FAÇO a mais de seis meses e nunca tive problema algum, nem de baixa eclosão e nem com meus alevinos e peixes. Aliás estou tendo um único problema, estou chegando com meus alevinos na fase adulta com quase 100% de aproveitamento ou seja, já não sei nem onde colocar tantos bettas.

 

Créditos: Francisco Silveira Junior – Analista de Sistema, com Especialização em Banco de Dados, apaixonado por aquariofilia desde os 13 anos de idade, há dois anos como criador de Bettas ao lado de sua esposa Eliane – Psicóloga com Pós em Gestão de Pessoas, atualmente fazendo Betta-Terapia.

“Fazendo, errando, insistindo e mudando…”

Como embalar peixes para transporte

28/07/2011 3 comentários

Embalar peixes, para estes serem transportados, parece ser para alguns coisa simples enquanto que para outros é complicado.

Mas a tarefa requer alguns cuidados pois não podemos nos esquecer que trata-se de uma vida que estamos empacotando e não um simples objeto. Portanto, devemos ter a consciência que devemos ter todo cuidado necessário para preservar o bem estar do peixe que esta sendo embalado.

Veja abaixo um vídeo onde você poderá ver um peixe sendo embalado em um saco plástico.

 

Como se pode notar, este texto é especificamente voltado no que se refere a embalar o peixe usando saco plástico. Podem ser utilizados outros métodos, como por exemplo o transporte em tanques próprios, mas não é este o propósito aqui tratado.

Adiante, vou expor algumas dicas para embalar um peixe com sucesso e garantia de bem estar:

• Nunca deve-se encher o saco plástico completamente com água. A proporção ideal é de 25% de água para o restante ser ocupado com oxigênio;

• Sempre considerar usar um saco plástico reforçado e de tamanho compatível com o tamanho do peixe que será embalado. O mais recomendado é fazer um duplo ensacamento, ou seja, usar dois (2) sacos plásticos para diminuir os riscos de ruptura;

• O ideal é embalar cada peixe individualmente, exceto que o tempo de transporte seja breve;

• Após colocar o peixe dentro do saco fechar este muito bem. Para isto podem ser utilizados barbantes ou elásticos. Certifique-se que esteja bem lacrado e que não possa ocorrer nenhuma ruptura. Utilizando fitas adesivas de boa qualidade prenda as pontas do saco plástico de modo que o peixe não corra o risco de ficar preso e/ou sufocado nestas extremidades;

• Evite agitação excessiva da embalagem durante o ensacamento;

• É recomendado que o peixe ensacado seja transportado dentro de uma caixa de isopor. Assim além de proteger contra choques térmicos, um ambiente escuro será menos estressante;

• Outra dica importante é alimentar bem o peixe alguns bons dias antes de ser embalado e deixar o mesmo em jejum por no mínimo 24 horas antes de ser embalado. Desta maneira, a quantidade de dejetos durante o tempo em que este ficar ensacado será o mínimo possível evitando problemas maiores.

Estas foram apenas algumas dicas simples e rápidas. E quando você for embalar um peixe, não se esqueça, você está embalando um ser vivo!

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