Brevíssimo resumo da viagem dos pesquisadores da AQUORIO/CEA ao Alto Rio Negro.
A viagem foi extremamente positiva e superou as nossas expectativas e os conhecimentos adquiridos foram relevantes e imensuráveis.

Participaram da pesquisa Wilson Vianna, o engenheiro de pesca Mario Porto, o zootecnista Jonas e o Aquariofilista Edmar Schnabl. Foram quase dez dias no alto rio negro, afastados mais de 1000 kilômetros de Manaus.

Nossa base de pesquisa foi uma comunidade de ribeirinhos (piabeiros), que sobrevivem da pescaria de peixes ornamentais chamada de “Daracuá”, as margens do rio Itu, afluente do alto rio Negro.

Convivemos e entrevistamos vários piabeiros e conhecemos os problemas sociais que estão afetando-os, em face à diminuição da procura dos peixes ornamentais, por parte dos exportadores.

Para chegar à comunidade de Daracuá foram necessárias mais de 24 horas a partir de Manaus. Inicialmente embarcamos numa barca a jato, em Manaus, ás 15 horas do dia 21 e chegamos ao Município de Barcelos às 2h: 35m do dia 22.


Em Barcelos uma nova embarcação esperava-nos e, nesta ultima, dormimos em redes e às 8h: 35m do dia 22 voltamos a navegar subindo o rio Negro e chegamos ao Rio Itu – comunidade de Daracuá às 21h: 00m, nossa “base afastada e local de pesquisa”.

Participamos, junto com os ribeirinhos da pescaria de discos, neons, rodostomus, borboleta, bodós, corydoras, entre outros, conhecemos seus habitat.

A água do biótopo do neon cardinal apresenta-se da cor de chá, no entanto, é transparente. O substrato é composto – por mais de quinze centímetros – de matéria vegetal em decomposição; folhas e troncos. Trata-se de igarapé onde a mata foi inundada. Árvores no meio do igarapé oferecem refúgios aos cardinais. Foram registrados os seguintes parâmetros físico-químicos: pH 4.5; GH 1.0; nitrito, nitrato e amônia 0 (zero), temperatura 28 graus, transparência (disco de Secchi) 3 metros.

Estudamos intensivamente os parâmetros físico-químicos e biológicos de cada biótopo, como também, coletamos água e trouxemos para estudos mais detalhados.

A água do biótopo do acará disco e bandeira, também é cor de chá, o substrato é composto de matéria vegetal em decomposição; folhas e troncos. O local tem muitas árvores e troncos sob a água.

Foram registrados os seguintes parâmetros físico-químicos: pH 5.0; GH 1.0; nitrito, nitrato e amônia zero, temperatura 28 graus, transparência (disco de Secchi) 3 metros.

Em Manaus ficamos hospedados na casa da doutora Anete Rubim, diretora do departamento de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Manaus.

Na quinta feira, dia 27, eu e o Mario Porto ministramos palestras, para Engenheiros de pesca, graduandos de Limnologia daquela universidade, bem como representantes de órgãos de pesquisa entre eles a Embrapa. Wilson ministrou a palestra intitulada “Uma visão crítica da situação atual da Aquicultura Ornamental no País”.

Nosso companheiro Mario Porto ministrou a palestra intitulada: “A cadeia Produtiva dos peixes Ornamentais”.

Desta forma a AQUORIO se fez presente naquela universidade. Ambas as palestras geraram debates de alto nível, pois entre os participantes havia doutores, mestres, pesquisadores, etc, e a AQUORIO, em face à diversidade acadêmico/científica de seus pesquisadores, atualmente é uma das poucas entidades que está habilitada para discutir o intrincado contexto que afeta a atividade de peixes ornamentais em nosso país.
O trabalho que realizamos será objeto de artigos e palestras que em breve serão divulgados para todos.
Foram feitos mais de 1000 registros fotográficos, A seguir mais algumas fotos:















Veja todas as fotos em tamanho maior aqui.
Créditos: Wilson Vianna